
Rachaduras em paredes e buracos no piso. O lar que deveria ser local de descanso e conforto se tornou lugar de insegurança para moradores da Rua Irmã Ernestina, na Vila Dom Bosco em Itapeva (SP). A situação já foi mostrada pela TV TEM e pelo G1 em novembro de 2014 e houve piora desde então, segundo moradores. A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) informou que a maioria das casas da vila não possui fundação e está suscetível a problemas na infraestrutura como as rachaduras devido a infiltrações por chuva.
Uma das moradoras afetas é a dona de casa Carmen Zimmerman, que diz que a residência está quase desmoronando. O chão está afundando. As rachaduras ficam maiores a cada dia. Sem condições de viver ali, teve que alugar outro imóvel para morar. “A casa está praticamente caindo, tive que sair sem poder. Aluguel é caro, está faltando até o que comer em casa para ter um pouco de conforto”, afirma.
Cansada e com medo da situação, a lavadeira Levina de Oliveira Barros resolveu procurar a Justiça. No quarto das filhas, o chão está cedendo. Do lado de fora, as rachaduras estão cada dia maiores. Ela já solicitou uma vistoria da Sabesp e da Prefeitura. Apesar do laudo atestar o problema, nada saiu do papel. “Não tem o que fazer, já veio assistente social e constatou. Eu preciso que eles tomem uma atitude, não só pela minha casa, mas pelos outros que também tem problemas. São várias”, reclama.
Segundo moradores, a situação das rachaduras piorou depois de uma obra da Sabesp na tubulação de esgoto. Eles dizem ainda que os problemas das rachaduras se estendem desde 2012. Desde então disseram já ter contatado os órgãos responsáveis, mas até agora nenhuma providência foi tomada.A casa da aposentada Rosalina da Silva também possui problemas: as infiltrações e as rachaduras estão tomando conta das paredes. E quando chove, o que já é ruim, fica ainda pior. “A parede partiu e quando tem uma chuva grande corre água pelas paredes. A gente tem medo que acontece algo enquanto a gente estiver dormindo”, conta.
Sobre a reclamação de moradores de que as rachaduras teriam aumentado após obras da Sabesp, a companhia afirmou que a rede coletora de esgoto do bairro opera normalmente e passa por manutenções periódicas. Disse ainda que realizará estudos técnicos para a troca da rede de esgoto do local. Em relação aos questionamentos sobre um laudo emitido, a companhia não recebeu o documento e desconhece a informação.