Segundo a Polícia Federal, inicialmente, foi solicitado à Petrobras o nome e a qualificação de todos os 74 tripulantes da embarcação, indicando os que foram vítimas da explosão. Enquanto o inquérito não for concluído, a PF informou que não vai dar mais informações sobre o assunto para não atrapalhar ou prejudicar eventuais levantamentos e perícias.
A assessoria da Polícia Federal também informou que uma equipe fará uma inspeção no navio-plataforma assim que as buscas terminarem e a embarcação for liberada.
Protesto
Petroleiros fizeram uma manifestação, na manhã desta sexta-feira (13), para pedir por mais segurança no trabalho nas plataformas e refinarias. Segundo a Federação Única dos Petroleiros, a média é de 15 mortes por ano, nesse setor. No Espírito Santo, a manifestação foi realizada antes do embarque para as plataformas, no Aeroporto de Vitória.
Os manifestantes são trabalhadores da plataforma P58, que fica no Campo de Jubarte, em Anchieta, e também os da plataforma Cidade de Vitória, a mais próxima da plataforma Cidade de São Mateus, onde aconteceu a explosão. Durante uma hora e meia, participaram de um ato pedindo segurança.
“A gente escolheu o aeroporto porque e o portão de embarque para os plataformistas da Petrobras. Como aconteceu esse acidente aí, em que tem pelo menos cinco vítimas, nós fizemos esse ato para alertar e conscientizar que se alguém tiver uma situação dentro das instalações da plataforma de segurança, é para avisar para o Sindicato, que ele vai tomar as providências cabíveis”, disse Paulo Rony, coordenador do Sindicato dos Petroleiros.
ANP
De acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), foi realizada uma inspeção estrutural na plataforma. A parcela submersa do casco encontra-se íntegra e não há risco de afundar.
A ANP ainda informou que a Petrobras é a responsável por responder pelo acidente no navio-plataforma. Por meio da asessoria de imprensa, a ANP disse que seu relacionamento é com a concessionária, sendo que a responsável pela área é a Petrobras, independente de terceirização. O procedimento é abrir um processo administrativo para investigar a causa do acidente e, se ao final dele houver determinação de multa, ela será aplicada à Petrobras.
No dia 4 de fevereiro, dias antes do acidente, a Agência decidiu, após reunião de diretoria, que aPetrobras deveria apresentar estudos para redução da capacidade ociosa do navio-plataforma até janeiro de 2016. Dessa forma, aumentaria a produção.
De acordo com a ANP, essa é uma condição para que seja aprovado o Plano de Desenvolvimento dos campos de Camarupim e Camarupim Norte (um documento preparado pela concessionária, no caso a Petrobras, e entregue à ANP, contendo o programa de trabalho e respectivo investimento na área da concessão). O G1 procurou a Petrobras e aguarda retorno.